Tireoide

O sistema imunitário age como um exército, defendendo o organismo contra vírus e bactérias. Por motivos desconhecidos, nas moléstias autoimunes como a na doença de Graves, ocorre produção de anticorpos que acabam atacando algumas células do próprio organismo.

Cerca de 1% dos brasileiros sofre da doença de Graves, o mais comum dos tipos de hipertiroidismo, doença que leva a tireóide a trabalhar mais do que o normal. A glândula localizada no pescoço produz dois hormônios que controlam todo o metabolismo, o T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), em equilíbrio com o hormônio tirotrófico (TSH) produzido pela glândula hipófise. O excesso de produção de T3 e T4 acelera o ritmo todo o metabolismo.

Os principais sintomas são agitação (a pessoa não consegue ficar parada), insônia, instabilidade emocional, intolerância ao calor, sudorese excessiva e perda de peso, apesar de o apetite ser normal. Pode acontecer também de os ponteiros da balança não baixarem por conta do apetite aumentado. Com o tempo, podem ocorrer fraqueza, tremores e palpitação. A doença de Graves deixa os pacientes mais ansiosos e rápidos dos demais. Uma característica marcante é a exoftalmopatia, inflamação do globo ocular refletindo com aumento dos olhos, que parecem saltados.

O mecanismo que desencadeia a doença é desconhecido. Há certamente um componente hereditário, visto que em famílias de portadores os casos são mais frequentes. Somente 10% a 15% da população geral possuem o marcador genético e podem desenvolver a doença. É preciso também um fator ambiental como, por exemplo, estresse, excesso de ingestão de iodo ou nicotina para desencadear a doença. Por influência do estrógeno, o hormônio feminino, a moléstia atinge de quatro a oito vezes mais mulheres. Outro gatilho importante é o uso de hormônios tiroidianos, ilegalmente empregados em fórmulas de emagrecimento. Pesquisas sugerem também o impacto causado por estresses emocionais, como a perda de um ente querido, que pode estar associado ao surgimento da doença em pessoas predispostas. O diagnóstico precoce, feito por um médico habilitado, é fundamental. A suspeita pode ser comprovada por um exame simples de sangue - a dosagem de TSH que se revela abaixo dos níveis normais-.

Há fases da vida nas quais a incidência da doença é maior, como no final da adolescência, durante a menopausa e após o parto, período no qual os sinais podem passar desapercebidos por conta da correria de se cuidar da criança.

Há duas formas de tratamento. A mais recomendada é o uso de drogas antitireoideanas, que controlam a superprodução hormonal e melhoram o sistema imunológico em 60% dos casos. Contudo, é preciso seguir rigorosamente o tratamento, pois o controle da doença leva de 18 a 24 meses. Efeitos colaterais, como diminuição dos glóbulos brancos e alergia à medicação, podem ocorrer em 0,1% dos pacientes.

A segunda opção é o uso de iodo radioativo, administrado por via oral em laboratórios especializados em medicina nuclear o qual destrói a tireóide. Desse modo, a pessoa passa a ter de ingerir diariamente, por toda a vida, uma dose de hormônio tireoidiano porque pode desenvolver hipotireoidismo permanente. É importante consultar anualmente o endocrinologista. O cuidado justifica porque pode ocorrer recaída da doença, piora do exoftalmo ou outra doença autoimune. Devemos evitar o uso de iodo radioativo em pacientes com problemas oculares.

A boa regulagem hormonal evita doenças endócrinas

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